domingo, 28 de outubro de 2012

Cantor


No meio de tanta arte abstrata, te encontrei nas minhas músicas. Versos dedicados e entregues assim como eu toda vez que nos encontrávamos. Versos uma, duas, três vezes escritos até alcançarem a melhor forma, o mais próximo da perfeição possível. A perfeição dos momentos vividos contigo.

Você me mostrou seus versos e as melodias dos seus dias e eu fui equalizando todas aquelas informações de um jeito que só eu entendia. Na verdade, que somente nós entendíamos. Loucuras do dia a dia, detalhes que passariam despercebidos mas não para nós, seus versos misturados com os meus formando poesias e rimas que alguns não entenderiam se não soubessem ler com o coração.

Os versos que criamos ecoam em minha mente agora. Versos simples, singelos e completos como os sentimentos bonitos conseguem ser. E canto eles sem medo, pois a imagem que me vêm na cabeça é a dos dias passados juntos, e enquanto essa melodia ecoar no coração, eu sigo em frente, cantando.

Beijos aos leitores ;)

sábado, 1 de setembro de 2012

Another Day

"Do I look like you can fool me?
 I'm not about to crawl anymore
 Don't make me lose my opportunity
 Of being happy and nothing more

You may say I've changed
And maybe this is true
But time is now how we planned
And now I'm away from you

Can't say I'm in depression
I'm on my way to be free
And not to lose it in digression
I'll just say you lost me

One day we can talk again
The day of no more pain
Tonight, I only say goodbye
But I can't look in you eye"

By Sarah Oliveira

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Mr. Moonlight

Ela era uma garota diferente. Dois ou três furos na orelha, possivelmente com uma tatuagem que poucos tem conhecimento, um temperamento às vezes ácido mas extremamente sincero. Admiradora de Nietzsche, garota de poucos e preciosos amigos, que a acompanhavam para beber uma cerveja em algum pub daquela cidade grande sempre que dava vontade. Raciocínio rápido e coração remendado armado contra as infidelidades e golpes. Cabelos escuros e pele clara, com um rosto bem definido e marcante, cujos olhares misteriosos e sorriso discreto captavam atenção. Aquela garota de que muitos falam mas poucos conhecem.
Ele, ao contrário, talvez não recebesse tanta atenção. Passava discreto pelos corredores da faculdade, sempre carregando algum livro ou escutando seu rock no velho fone de ouvido preto. Um poço de cultura, preferia Sócrates, vinhos e cafés. Um cara de poucas palavras, mas sempre as corretas. Pele branca e cabelos castanhos claros habitualmente bagunçados. Seus olhos escondidos pelos óculos mascaravam quem ele de fato era mas seu sorriso largo sempre lhe entregava.

Se encontraram numa noite onde a lua iluminava o céu com maestria. Sentado num banco no parque, ele lia e revisava o novo texto que havia escrito, com seu moletom preto de capuz, jeans propositalmente desbotados e seu velho Vans Old Skool. Encolhido pela leve brisa da noite, ele parecia mais magro do que realmente era. Ela esperava a ligação de um dos amigos e para não se cansar da demora, sentou-se no mesmo banco. Jaqueta de couro preta, uma camisa branca com uma caveira estampada, jeans preto e um All Star encardido. Os opostos simplesmente se atrairam e ele normalmente tão tímido, foi quem resolveu iniciar a conversa, onde ela incrivelmente não ofereceu resistência. O diálogo tímido e restrito pela falta de conhecimento um do outro deu logo lugar a uma conversa agradável. Marina e Lucas, pisciana e virginiano. 20 e 21 anos. Pantera e Queen. Solteira por escolha, solteiro por não ter achado a garota certa para seus ideiais. Trocaram sorrisos e olhares até trocarem telefones no fim da noite. Convidado a acompanhá-la no bar, Lucas gentilmente recusou já que necessitava de recuperar horas de sono perdidas pelas provas passadas, mas marcaram de se encontrar novamente. Marina antes de virar a esquina, ainda olhou pra trás e lhe lançou um sorriso discreto. Naquela noite, Lucas dormiu tranquilo e Marina dormiu feliz.

A Lua, cúmplice daquele encontro, tornou-se cúmplice de todos os que se seguiram. Lucas e Marina se encontravam sempre e a vontade de ficarem juntos ia aumentando como se fosse eterna. E será eterna em cada um dos dois corações. Marina se desarmou, aprendeu a ser mais paciente e Lucas percebeu que seu coração poderia ser bem cuidado por aquela garota tão diferente e atraente. Dois mundos e duas personalidades distintas se juntando simplesmente pela vontade de estarem presentes um na vida do outro. Trocaram abraços, beijos e nenhuma promessa, apenas aquele olhar recíproco de quem não sabe o futuro, mas está disposto a tentar. E enquanto a Lua for aliada e brilhar no céu, até mesmo distantes, Lucas e Marina estarão juntos pela força do sentimento que os une e pelo brilho do olhar tal qual do luar.

Beijos aos leitores ;)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Não Mais Eu


“Vou começar a escutar meus próprios conselhos”. Digo isso sempre pra mim mesma e acho que já está na hora de realmente escutar meus próprios conselhos. Vivo o que aconselho até mesmo por uma questão de princípios (pra não dar margem ao tão conhecido lema de 'faça o que eu digo, não o que eu faço'). Já me machuquei demais com quem não devia. Já me enganei demais com os falsos sinais. Vou tentar viver cada dia de uma vez sem criar expectativas sobre as pessoas. Não está me fazendo bem esperar as pessoas agirem como eu quero que ajam. Não está me fazendo bem esperar por ligações que não recebo, desculpas que não ouço, demonstrações de sentimentos que não chegaram.

Pra querer a mudança dos outros, preciso mais uma vez me renovar e começar por mim. Pessoas normais não mudam, mas quem disse que eu sou normal? Pessoas orgulhosas não mudam e eu tenho meu orgulho, mas eu sei admitir um erro e mudar quando o estático orgulho já não me faz bem. Eu vivo de fases e é isso que me mantém de pé: A minha renovação. Até mesmo aqui, que é o lugar onde ponho meus pensamentos e sentimentos muitas vezes à mostra. O texto que escrevi um mês atrás pode já não expressar bem o que sinto no dia de hoje. E eu até gosto disto pois minhas vivências fazem com que o que eu sinto em um dia já não esteja daquele jeito no dia seguinte. Nenhuma tristeza é eterna e toda a felicidade que sentimos pode ser aumentada ou diminuida de acordo com as escolhas que fazemos a cada dia.


Portanto, decidi de fato ouvir meu bom senso falando, parar de lamuriar pelas pequenas coisas ruins e viver cada dia do melhor jeito que posso. Os problemas virão, mas oras, sei desviar das pedras do meu caminho e melhorar com isso. Não ser mais eu a cada dia que passa mas ser sempre eu mesma. Complexo, assim como eu...

Beijos aos leitores ;)

domingo, 1 de julho de 2012

Too Much to Ask for?

Como é mais do que sabido entre quem lê este mero e sincero blog, sou movida pelos meus sentimentos e como não podia deixar de ser, depois de um semestre conturbado e corrido como foi este que terminou, tinha que fazer um balanço de tudo. E conclui que apesar de estar com um estágio relativamente estável onde eu aprendo bastante e ganho meu dinheirinho razoável pra fazer e comprar minhas coisas e de estar bem na faculdade, acho que estou sentindo falta de algo. Sentindo falta de alguém.

Alguém que esteja aqui por mim, alguém com quem eu possa dividir meus anseios, felicidades e realidades sem medo. Alguém pra me acompanhar quando eu simplesmente quiser fazer nada ou fazer tudo. Alguém para estar comigo nos pequenos e grandes momentos da vida. Alguém pra topar ir comigo comer sanduíche na lanchonete de alguma esquina e fazer disso a coisa mais legal do dia, só por ter essa companhia especial.
Alguém pra rir das minhas piadas e achar graça das minhas caras. Alguém que vai dizer que meu sorriso é bonito e me quer sempre sorrindo. Alguém que vai querer ser a razão da minha felicidade e vai se esforçar pra me fazer feliz. Alguém que mesmo sem saber o próximo passo ou que nos espera lá na frente, não terá medo de arriscar comigo e não fará disso somente mais uma promessa e sim uma realidade. Alguém que me cause borboletas no estômago e aquela vontade enorme de estar sempre com esta pessoa. Alguém pra manchar meu batom, não meu rímel. Alguém pra me roubar um beijo do nada e milhões de sorrisos. Alguém que vai me irritar mas no final vai dizer "eu te amo", "gosto tanto de você" ou algo do tipo.

Não quero a perfeição.Quero a felicidade.Uma felicidade partilhada. Me pergunto às vezes se estou pedindo demais, mas acho que não. Eu quero alguém para amar e todos no mundo merecem isto, não sou a única. Óbvio que não estou parada simplesmente esperando alguém aparecer do nada para me fazer feliz, eu tenho procurado, mas romances de uma noite cansam e não é o que quero. Esse alguém especial está por aí, em algum lugar. Uma hora eu encontro.

Beijos aos leitores ;)

domingo, 29 de abril de 2012

À minha segunda feira

Tantas coisas erradas...Tanta coisa que frustra e queremos mudar...Tantos desejos...Tanta vontade de mudar....Tanta necessidade de fazer e mudar... O desejo de fazer está a um passo de realizar tais desejos e sonhos. Nunca é tarde para mudar. Nunca é tarde pra fazer algo. A força de vontade é que nos faz soltar os freios e tentar nos superar. Para assumir o controle, é preciso perdê-lo, mas com a noção de que só praticando é que se reassume os controles. Os freios da sociedade e das pessoas tentando nos condicionar e condicionar nossas vontades às vezes nos faz pensar que tomar mais atitudes é algo impossível.

Volta e meia eu vejo as pessoas esperando algo acontecer, quietas em sua zona de conforto. A zona de conforto é ótima...As pessoas acham que basta ficarem ali, na delas, sem fazer absolutamente nada, tudo uma hora vai chegar. Bom, a verdade é que não chega e precisamos sair da zona de conforto pras coisas melhorarem e mudarem. Antes que qualquer um pense que destino esse texto pra alguém em especial, não pensem. Se as carapuças servem, honestamente não é problema meu. Se for pra destinar esse texto a alguém, eu falaria q destino isso tudo para uma parte de mim. Uma parte que na verdade, eu tento deixar cada vez mais pra trás.

Já estava sendo conhecida por ser uma pessoa que mais falava do que agia. Quieta na minha zona de conforto, só reclamando dos problemas, lamentando, só expressando o que eu queria mas sem fazer muito pra alcançar meus desejos. E posso dizer: dói sair da zona de conforto. Dói sair da redoma que às vezes nos mesmos construimos. Mas o alívio de ver que suas atitudes estão fazendo você realizar seus sonhos é muito melhor. Não troco mais meus sonhos por sossego. Talvez isso funcione pra algumas pessoas, mas não para mim. Pelo menos não mais.

Sair de cima do muro. Mudar. Realizar...são mais palpáveis do que as promessas e desculpas que tenho visto. É impossivel ignorar os problemas. É impossivel somente esperar e não tomar partido nas coisas que acreditamos. E se tem uma coisa que vale a pena é lutar pelo que acreditamos!

Beijos aos leitores ;)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

As flores que nunca nos demos

Sexta feira nublada e chuvosa. De feriado pra aumentar. Olho o relógio e não passa das seis. Me surpreendo pois achava que já seria muito mais tarde. Acho que é o efeito dessa preguiça que aparentemente tomou conta de todos, menos de mim. Minha mente ativa me faz passar de análises de contratos a contos de Caio Fernando de Abreu para confecção de capas de cadernos.

A casa silenciosa e o barulho de um ou outro carro raramente passando pela rua molhada permite que meus pensamentos voem. Voaram para um lugar que eu já conheço: as intermináveis lembranças, as tão conhecidas memórias. De um ano atrás. De como as coisas eram e como tudo se transformou com o tempo. Saudade? Muita talvez. Até mesmo das feridas. Não permito deixar que isso me abale profundamente mas ainda penso. Me pergunto se estes tipos de pensamentos estão sendo repetidos em algum lugar por aí. Talvez sim, talvez não. No turbilhão não dá pra saber.

Pensei nas chances que não tive e também nas que perdi. Lembrei que comprei flores uma vez mas elas morreram antes que eu pudesse encontrar e entregar, me lembrei que fiz dobradura de um coração mas não entreguei. Mas me lembrei também das chances e oportunidades que tive e usufrui. Lembrei do tigre, das heinekens, do frio na barriga, do jeito diferente de amar, lembrei das músicas, das moedas chinesas e canadenses. Lembrei dos sorrisos, abraços, beijos. Lembrei de como tudo foi bom. Sorri por dentro e por fora.

Pensei no meu agora. Na falta que esses momentos me fazem. Pensei no meu futuro, o antes 'nosso' que agora e por enquanto é só meu. Um futuro que eu pretendo ser produtivo, acompanhada ou não. Levo no coração somente o que me faz bem e me acostumei a seguir em frente. Mas ainda lembro. Eu sempre lembro. Talvez sempre lembrarei. As conexões mesmo distantes e mesmo não tão constantes, de alguma forma inexplicável, me aparentam ainda existir. Diferentes, mas ainda existentes. Verdade? Ilusão minha? Pode ser, mas no meio de tantas coisas que todo dia tentam nos enfiar goela abaixo de modo artificial, resolvi que nessa fria tarde, nublada, chuvosa e silenciosa ainda prefiro acreditar em como tudo o que vivi foi natural, sendo um sonho ou sendo uma potencial realidade...

Beijos aos leitores ;)